Saltar para o conteúdo principal

Produtores mostraram como produzem cabazes que fornecem no âmbito do PROVE

 

 

Um almoço convívio juntou os cinco produtores do núcleo PROVE de Alpiarça e os consumidores que recebem os cabazes de produtos biológicos fornecidos numa periodicidade semanal ou quinzenal.

A iniciativa, que visou assinalar o primeiro ano de distribuição dos cabazes por parte destes produtores, começou por uma visita a algumas das explorações agrícolas envolvidas no projecto.

O projeto PROVE – Promover e Vender, surgiu, também no âmbito da Iniciativa Comunitária EQUAL, da parceria entre várias entidades e um grupo de pequenos produtores dos territórios da Península de Setúbal, Vale do Sousa, Alentejo Central, Mafra e Porto, com o objectivo de melhorar o escoamento das suas produções.

O núcleo de Alpiarça do PROVE, actualmente com pontos de entrega de cabazes em Alpiarça, Almeirim e Santarém, é formado por agricultores que apenas produzem no modo biológico, uma opção que fizeram questão de mostrar a quem consome os seus produtos.

A visita começou na exploração de Fernando Agostinho, o agricultor do concelho que primeiro se lançou na produção biológica e que explora actualmente uma área com cerca de oito hectares, produzindo 30 variedades de hortofrutícolas, sendo um dos maiores produtores nacionais de cenoura biológica.

Da propriedade de Fernando Agostinho saem alguns dos produtos que integram os cabazes PROVE da região, mas grande parte do que produz alimenta o mercado lisboeta, em particular os supermercados de produtos biológicos Miosótis.

O núcleo PROVE de Alpiarça fornece semanalmente cerca de 40 cabazes a consumidores de três concelhos, Alpiarça e Santarém às sextas-feiras e Almeirim às terças-feiras, estando para breve a assinatura de um protocolo com a Câmara Municipal de Santarém que permitirá alargar as vendas.

Joaquim Nascimento, um dos produtores que, tal como Francisco Manso, com a aposentação decidiu dedicar-se à agricultura em modo biológico, disse à agência Lusa que, se for aprovada a candidatura que o núcleo apresentou a fundos comunitários, será possível aumentar a capacidade de produção.

Ao contrário do que acontece noutros pontos do país, os cabazes do núcleo PROVE de Alpiarça são constituídos exclusivamente por produtos de agricultura biológica, o que os obriga a registarem todos os seus procedimentos num «caderno de campo» que submetem à empresa que lhes concede a certificação.

Além dos cabazes, o núcleo participa semanalmente na Feira de Agricultura Biológica que, desde três anos, se realiza em Santarém, uma iniciativa que surgiu de uma parceria com as escolas superiores de Educação e Agrária do Instituto Politécnico de Santarém, no âmbito da iniciativa comunitária EQUAL.

Foi no primeiro encontro de agricultura biológica de Alpiarça, realizado em Abril de 2010, que surgiu a ideia de adesão ao PROVE, disse Joaquim Nascimento à Lusa.

No caso do núcleo de Alpiarça, http://www.prove.com.pt/alpiarca, os produtores vendem directamente aos consumidores um cabaz com entre cinco e sete quilos de produtos a um preço de 10 euros, aceitando ainda encomendas avulso.

 

Município com Confagri

voltar ao topo