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Águas do Ribatejo Sessão Pública de Esclarecimento em Alpiarça

 

SESSÃO PÚBLICA DE ESCLARECIMENTO
ALPIARÇA
Biblioteca Municipal de Alpiarça
16.01.2014

ÁGUAS DO RIBATEJO INVESTIU 90 M€ NA REGIÃO EM CINCO ANOS E VAI INVESTIR 40 M€ ATÉ 2017

Empresa Municipal está entre as melhores no desempenho económico, financeiro e social e apresenta um tarifário socialmente responsável

Os municípios que integram a ÁGUAS DO RIBATEJO reconhecem que sem a empresa, não teriam condições para tratar a água e o Saneamento com a qualidade atestada pelos relatórios da Entidade Reguladora.
Francisco Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Coruche e do Conselho de Administração da AR, afirmou que no seu concelho não havia uma única Estação de Tratamento de Águas Residuais antes da criação da empresa. “Todos os esgotos corriam a céu aberto para as linhas de água e para o Sorraia. Não se podia fazer qualquer atividade náutica no rio sem riscos para a saúde. Hoje, oito ETAR construídas. Temos um espelho de água valorizado com dezenas de espécies que possibilita a prática de várias atividades de lazer. O Rio é uma atração”, referiu na abertura duma sessão de esclarecimento promovida pela AR, no dia 16 de janeiro, em Alpiarça.
No concelho Alpiarcense também não existia tratamento de esgotos antes da requalificação da ETAR e das estações elevatórias. Os esgotos corriam a céu aberto para a Vala de Alpiarça e outras linhas de água com um impacto ambiental sobre toda a zona envolvente. Hoje os espelhos de água e a biodiversidade existente evidenciam as mudanças.
Moura de Campos, diretor-geral da empresa explicou que “existe ainda o problema dos esgotos industriais, cuja responsabilidade do tratamento é das empresas geradoras do efluente”.
O responsável referiu que “só podem descarregar no sistema com autorização da AR depois de verificadas as características do efluente”, salientando que algumas descargas ilegais causaram problemas nos sistemas de tratamento e prejuízos avultados.
Moura de Campos adiantou que a AR, com a colaboração do Município, tem dialogado com os responsáveis industriais no sentido de encontrar soluções que cumpram rigorosamente as exigências legais e as boas práticas ambientais.
O presidente da Câmara de Alpiarça, Mário Pereira reconheceu que o ambiente melhorou de forma significativa com a entrada em funcionamento dos sistemas de saneamento dotados de modernos equipamentos.
Mário Pereira realçou o mérito dos autarcas que criaram a empresa e que a geriram com uma enorme solidariedade que permitiu a realização de investimentos de cerca de 8 ME nos sistemas de tratamento de água e esgotos no seu concelho.
No final de 2014, o concelho de Alpiarça terá uma cobertura de quase 100 % no saneamento e o abastecimento de água, com uma cobertura de quase 100%, apresenta uma qualidade de excelência, eliminado o problema do Arsénio na água com a entrada em funcionamento da Estação de Tratamento.
No universo dos sete municípios que integram a AR, foram concluídos 90 M€ de investimentos de um pacote de 130 M€ a concretizar até 2017. O concelho de Torres Novas, o último a integrar a empresa, é agora a prioridade, com 30 ME em obras que se iniciaram na Brogueira, Riachos e Torres Novas.
E quem suporta estes investimentos?
Miguel Carrinho, diretor administrativo e financeiro da AR explicou que apesar dos investimentos serem financiados pela União Europeia, “não são a 100%”. A empresa tem de suportar uma parte e para tal recorre à banca. “Em 2013 pagámos 3 ME de juros e amortizações e este ano prevemos um valor semelhante”, referiu.
Como a única receita que a AR tem é a fatura da água paga pelos seus 75000 clientes, “é natural que o tarifário tenha de ser atualizado”.
Em 2014, a fatura da água aumentou 4,6 %, o valor da inflação acrescido de 3%, valor aprovado pelos municípios com uma redução da estimativa prevista no contrato de gestão que apontava para um aumento de 5% mais inflação em 2014.
“Os municípios perceberam que tinham de aliviar as famílias em dificuldade e assumimos que a atualização seria mais suave. Com esta atualização, o nosso tarifário é ainda muito mais económico que os das entidades gestoras da região”, referiu o Presidente do Conselho de Administração, Francisco Oliveira.
O líder explicou que não atualizar o tarifário anualmente, iria obrigar a uma atualização na ordem dos 20% em 2016 ou 2017 “com consequências muito mais graves”.
Confrontado com um conjunto de questões sobre o tarifário, os responsáveis da AR esclareceram todos os clientes e munícipes presentes e registaram algumas sugestões deixadas que acentuam as preocupações com as famílias mais carenciadas.
“Sabemos que muitas famílias que não conseguem pagar a fatura da água, por isso temos um tarifário social com critérios amplos que enquadra uma percentagem significativa dos nossos clientes”, concluiu o presidente da AR, Francisco Oliveira.

 

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Edição: Gabinete de Comunicação 17.01.2014

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